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Cadeiras Identificadas
Gostaria de poder chegar a Arena e minhas cadeiras estarem lá, limpas e desocupadas, pois tem o nome escrito nelas e afinal comprei-as (e pago-as pontualmente) desde quando a imensa maioria dos atleticanos nem acreditava na reforma e transformação por que passou nosso moderno e maravilhoso estádio, ou quando nossos fiéis torçedores debandaram porque queriam desesperadamente nosso clube queimando grana para disputar um estadual deficitário e viciado com resultado pré-definido por acertos e conchavos.
Ao contrário, tenho que suportar caras feias de gente desacostumada a respeitar o que não é seu, adeptos da Lei de Gerson, subindo com as patas sujas nos assentos, coisa típica de gente sem educação, apesar das roupas de marca e pose de ser arrogante se diz civilizado.
Creio que aqueles funcionários omissos que ficam distribuídos pelo estádio deveriam se impor e ter autorização para retirar dos setores gente que não deveria estar ali ou que danifica o patrimônio subindo com patas sujas nos assentos.
Na primeira fila próximo a mureta só pode permanecer quem está ocupando sua cadeira. Não há espaço para que se permaneça em pé, atrapalhando a visão se o proprietário da cadeira prefere assistir o jogo sentado, até porque para um cara grande mal cabem os pés e as pernas flexionadas naquele espaço. Outro aspecto irritante são os perdidos que teimam em circular em torno do estádio, talvez tentando achar alguém que possa lhe parecer ser seu pai, tentando passar entre os setores e entre as cadeiras ou rente a mureta que circunda o campo. Novamente cito os relapsos e omissos funcionários que deveriam estar ali instruídos para impedi-los e conduzí-los pela rota correta, de preferência em direção a rua.
Gente circulando durante o jogo, incomodando, pisando nos pés tentando passar no espaço ocupado durante o espetáculo deveria ser impedida de circular entre as cadeiras a menos que tenha incontinência ou diarréia súbita. Aquele que sai durante o jogo é porque não está interessado no espetáculo. Então que vá embora de uma vez e não fique enchendo o saco. Não entendo a finalidade daqueles funcionários inúteis agachados nas bordas do campo sem fazer nada enquanto isso tudo acontece inadvertidamente. O animal flagrado em pé sobre as cadeiras, independentemente se for ou não o proprietário, tem que ser punido e retirado imediatamente do estádio ou que se estabeleça uma pena de multa e advertência, após sua identificação. Quem não sabe portar-se de maneira civilizada que vá para sua pocilga chafurdar ou para seu poleiro. Afinal, para os mais agitados há um setor inteiro sem os assentos para quem quer permanecer em pé junto a torçida organizada. O meu direito acaba onde começa o do próximo e ninguém está acima de ninguém onde impera a lei. O respeito é a base da convivência pacífica e é, ou deveria ser, o que nos distingue dos seres selvagens. Só assim teremos paz e respeito nos estádios e o nosso é modelo em tudo. Não podemos permitir nem precisamos de baderneiros, pois eles vestem verde e não rubro negro.